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Para especialistas, problemas ambientais do Brasil precisam da severidade na aplicação das leis


Foto: Assessoria de Imprensa/Divulgação.

Apenas no último mês de julho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontou que a Amazônia teve quase 5000 focos de queimadas. Neste mesmo período, uma pesquisadora do instituto divulgou em estudo científico que a região já está emitindo uma quantidade de carbono muito maior que o que consegue absorver naturalmente. Este é mais um sinal apresentado por cientistas que indicam os efeitos da destruição do meio ambiente em todo o planeta.


“Na prática, isso significa que o aumento do gás carbônico excessivo na floresta amazônica intensifica o efeito estufa e contribui para a diminuição das chuvas. A queda no vapor d’água que é emitido pela floresta faz com que as plantas transpirem menos e emitam menos umidade para atmosfera, deixando o clima mais quente e prejudicando o nosso bioma”, explica a professora de química Diana Furtado, da Faculdade Faci.


Além do aumento de temperatura, outras consequências são chuvas mais ácidas, que comprometem o solo, lavouras, florestas e a vida aquática, bem como a corrosão em edifícios, estátuas e monumentos históricos. No entanto, mesmo com os impactos preocupantes para a natureza, o Brasil continua a passos lentos para a adoção de medidas para o desenvolvimento sustentável.


Em alinhamento junto à Organização das Nações Unidas, o país conta com metas para serem atingidas até 2030, como a recuperação de áreas de floresta e pastagens degradadas, redução em 43% da emissão de gases do efeito estufa e estabelecimento de um limite de 45% de fontes renováveis na matriz energética. Segundo Diana Furtado, outras iniciativas como mudanças sérias nas matrizes energéticas, incentivos a veículos menos poluentes e à agricultura sustentável seriam cruciais para melhorias significativas no meio ambiente, porém, não são vistas com tanta atenção pelas autoridades políticas.


“Estamos presenciando sucessivos desastres que afetaram negativamente o equilíbrio ecológico e a qualidade de vida em diversos pontos do território nacional. As ações que o Estado deveria garantir como direitos fundamentais para a preservação do meio ambiente e da nossa sociedade têm se apresentado falhas”, ela ressalta.


Neste cenário brasileiro contraditório, onde a biodiversidade perde cada vez mais o seu espaço, o que não faltam são políticas públicas para a implantação adequada de diretrizes sustentáveis. Há anos, estabeleceram-se planos como a Política Nacional do meio ambiente (lei 6.938/81), dos recursos hídricos (9.433/97) e a de Resíduos sólidos (12.305/10).


A partir das políticas nacionais vigentes, a pesquisadora observa que o mais necessário são a atenção e seriedade na aplicação e aprimoramento das leis que regem as questões ambientais no Brasil. “Normas pragmáticas, objetivos e metas a serem seguidos pelo governo não estão sendo suficientes. De fato é fundamental e urgente que as autoridades sejam mais eficientes na resolução dessas problemáticas e que penalidades sejam devidamente aplicadas. Só assim, nosso país pode começar a encontrar soluções palpáveis para a natureza”, finaliza.



Por Assessoria de Imprensa.

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