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Saiba quais doenças o exame pré-natal pode detectar

Especialistas do Materno-Infantil de Barcarena apontam principais doenças, exames e cuidados

Cuidados a gestante ainda na triagem (Crédito: HMIB- Pró-Saúde).

A realização do pré-natal é fundamental para avaliar o desenvolvimento do bebê durante a gravidez. Por meio do exame, é possível ainda ter controle sobre a saúde da mãe, na prevenção, detecção e acompanhamento precoce de algumas doenças, inclusive, de doenças verticalmente transmissíveis. “Os cuidados com a saúde da mãe e do bebê devem começar antes do parto, ainda no início da gestação. Isso vai reduzir, consideravelmente, os riscos da gestante, evitar, ou até mesmo, reduzir consequências de patologias na mãe e no bebê, e permitir um desenvolvimento saudável da criança", explica a obstetra da Pró-Saúde, Waléria Plácido. Segundo a obstetra, que atua no Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB), no Pará, as principais causas de morte materna são complicações de saúde devido a doenças pré-existentes, que podem ter surgido antes da gestação, tais como doenças do coração, pressão alta e diabetes. Além destas, há também doenças que a mulher pode desenvolver durante a gestação, como infecção urinária, anemia, diabetes gestacional, hipertensão gravídica. Segundo a médica, com um acompanhamento adequado, a mãe, com o apoio da família e do profissional, terá condições de enfrentar essas doenças precocemente. “Após a primeira consulta, o ideal é esse processo de descoberta de algumas doenças serem diagnosticadas a partir de uma bateria de exames que integram o cronograma do pré-natal, para traçarmos o perfil da gestante e do bebê”, explica a obstetra. A profissional aponta que há também outras doenças que podem ser contraídas, como a toxoplasmose, citomegalovírus, gonorreia, herpes, coronavírus, rubéola, entre outras. “É preciso fazer o rastreamento dessas doenças no primeiro trimestre. Quanto mais cedo a gestante iniciar o pré-natal, melhor. O tratamento é imediato”, ressalta Waléria. Doenças transmitidas de mãe para filho Algumas doenças podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez, de forma placentária, e essa possibilidade pode ser detectada pelo pré-natal e tratada em tempo, como sífilis, aids e as hepatites B e C. Outras podem podem ser transmitidas no parto normal. “Isso pode acontecer, durante a passagem do bebê pelo canal vaginal. O bebê pode ser contaminado por vírus do HPV, das hepatites e da herpes”, afirma o ginecologista Jorge Lúcio Oliveira, que atua no HMIB. “A presença dessas infecções na gestação pode afetar a criança e causar várias complicações, como aborto, parto prematuro, doenças congênitas ou morte do recém-nascido”, aponta o profissional. Para diagnosticar a transmissão vertical de infecções sexualmente transmissíveis é preciso que as mulheres gestantes sejam testadas. “Dessa forma, os diagnósticos precoces, com o uso de testes rápidos e a atenção adequada no pré-natal, podem reduzir a transmissão vertical”, complementa o ginecologista. Principais exames e cuidados Jorge ainda explica que existem diversos exames que são solicitados durante o pré-natal, que podem trazer esses diagnósticos. Entre eles, os exames de urina, tipagem sanguínea, hemograma, determinação do fator Rh, glicemia de jejum, cultura de secreção vaginal, ultrassonografias, sorologias e doenças venéreas, além de testes de HIV, rubéola e toxoplasmose. “Mesmo que o diagnóstico para o HIV, sífilis e hepatites seja negativo durante o pré-natal ou parto, o uso de preservativos nas relações sexuais é fundamental, inclusive durante a gestação e no período de amamentação”, destaca o profissional. “Em relação às viroses, é importante a gestante evitar aglomerações, manter uso de máscara, para evitar o novo coronavírus, rubéola e citomegalovírus, cuidados de higiene e com a alimentação, assim como manter a vacinação de animais em dia para evitar toxoplasmose”, complementa. Vacinas antitetânicas, contra o vírus H1N1 e contra hepatite B também fazem parte do cronograma do pré-natal. E exames mais complexos também podem ser feitos de acordo com cada caso. As consultas de pré-natal devem ser realizadas mensalmente até a 32ª semana de gestação. A partir desse momento as consultas se tornam quinzenais e, depois de 36 semanas, com uma frequência semanal. Durante as consultas também são registrados a altura do fundo do útero, pressão arterial, peso e outros dados da gestante. Todas as informações sobre a paciente são registradas em um cartão de acompanhamento do pré-natal, que fica com a mãe. Inaugurado em 2018, o Materno-Infantil de Barcarena realiza atendimento 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A unidade integra a rede pública de saúde do Governo do Pará, sendo gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Nos quase três anos de funcionamento a unidade já realizou 4 mil partos e cerca de 165 mil atendimentos entre consultas, internações, exames e cirurgias. No mês que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação, com a campanha Agosto Dourado, o Materno-Infantil de Barcarena se torna o primeiro hospital da Região do Baixo Tocantins a receber o título da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). A certificação é concedida pelo Ministério da Saúde às instituições que cumprem os “Dez Passos” para o Sucesso do Aleitamento Materno, instituídos pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e os critérios de habilitação estabelecidos pela Portaria nº 1.153/2014.


Por Adrielle Lopes (Analista de Comunicação HMIB).


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